Fiat lança manifesto “Vacilão na rua, não”

Em prol de um trânsito melhor, a Fiat lançou o manifesto “Vacilão na rua, não” que conta com um comercial de 30 segundos, um hotsite fiat.com.br/vacilaonao e uma cartilha do Vacilão Não que pode ser baixado neste link. O filme conta a história de Armando, um sujeito bom com todos, mas que no trânsito não é um exemplo a ser seguido: anda em alta velocidade “costurando” os carros, usa o celular enquanto dirige e não sabe o que é direção defensiva.

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A campanha, criada pela Leo Burnett Tailor Made, é direcionada não somente a motoristas, mas todos aqueles que fazem parte do trânsito: pedestres, ciclistas e também motociclistas. Com o slogan “Fiat. Por uma rua melhor” o manifesto pede para que as pessoas coloquem a mão na consciência e assumam que também são “vacilonas”, ou você cumpre 100% da cartilha? É mais fácil achar os erros dos outros do que os nossos, não é mesmo?

Confira o comercial do manifesto da Fiat: Vacilão na rua, não

Armando, o vacilão

Confira a letra da música e cante junto o manifesto.

O Armando é um grande cidadão
Faz caridade, ajuda panda em extinção
No asilo ele é voluntário
Deixa os velhinhos ganharem tudo no baralho
Mas no carro ele se transforma
Ele vira um tremendo vacilão
Vacilão na rua não

Atualização 21/04/14 – A Fiat apresentou um novo comercial para seu manifesto. Agora, conta a história de uma ciclista chamada Karina. Assista:

E, como não podia faltar, a letra da música:

A Karina é um doce de menina
Salva baleia e entrega sopa nas esquinas
Ela adotou crianças carentes
Cada uma é de um dos cinco continentes
Mas na bike ela se transforma
Ela vira uma tremenda vacilona

Atualização 28/04/14 – O terceiro filme da campanha acaba de ser divulgado. É sobre o Pereira, um pedestre vacilão. Confira:

O Pereira é um exemplo de pessoa
Telemarketing ele atende numa boa
Doa sangue, conta história pra doente
Quando ele é síndico o prédio vai pra frente
Mas na rua, ele se transforma
Ele vira um tremendo vacilão

Atualização 15/06/14O quarto vídeo é do motociclista Ernesto. Veja:

O Ernesto é um cara sem igual
Protege o verde sai em capa de jornal
Durante os jogos, dá uma força ao torcedor
Sempre valente, ajuda a quem tem dor
Mas na moto, ele se transforma
Ele vira um tremendo vacilão

A produção é assinada pela Vetor Zero/Lobo, com direção de Gabriel Nobrega e Birdo.

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  • SRossetto

    A campanha “Vacilona” tem uma intensão ‘nobre’, é ousada, diferente.
    Mas pecou demais na execução.
    Lamento alguns conceitos usados. Falar que o cara deixa os velhinhos do asilo ganharem o jogo por caridade é um erro que talvez não me afete demais.
    Mas o posicionamento com relação à adoção é terrível.
    Considerar que é caridade a adoção de crianças é absurdamente errado e preconceituoso. Me preocupa que meus filhos ou filhos por adoção em geral assistam este desenho e entendam que foram adotados por uma benemerência.
    Adotei por querer ser mãe, não para ganhar um prêmio ou ser apontada na rua.
    Seria ótimo que os colegas pensassem um pouco mais em como afetam as pessoas ao fazer ‘humor’.

  • Daniel Guedes

    Mais uma má propaganda da Fiat criada pela Leo Burnett. Só de exemplo, duas campanhas decadentes anteriores surgidas dessa relação:
    * Punto BlackMotion, “Um &*#! carro”;
    * Nova Fiorino 2014.
    E agora mais essa sequência “Vacilão na rua, não”.

    São propagadas que, a meu ver, começaram com uma boa ideia de mensagem a ser transmitida, mas com péssima construção de como transmitir. Vejo grandes falhas em termos de plástica, deixando muitos espaços para livres interpretações que consideravelmente são opostas às mensagens pretendidas.

    Qual a intenção de deixar repleto de “palavrões” a propaganda do Punto?Queria deixar engraçado, informal e passar o quanto o carro pode surpreender? Há outras maneiras mais bem aceitas e menos apelativas de se conseguir transmitir o mesmo. Liberdade de expressão, liberdade poética, quebra da barreira de censura e do politicamente correto são uma determinada coisa, é diferente de apenas querer chamar atenção, se mostrar forçadamente diferente e acreditar que entendem de apelo jovial.

    E quanto à Nova Fiorino? Acredito que a intenção possa ter sido mostrar que a nova carrega o mesmo que a antiga e muito mais, uma ideia simples, direta e coerente. Porém, passar isso destruindo a antiga? Ou seja, uma empresa que destruiu um exemplar de parte importante da própria história? Há décadas família Uno sustentou e fez a Fiat crescer, criou a categoria de comerciais leves, fez ser campeã de vendas algumas vezes, etc, e hoje trata com total desrespeito o próprio produto e o consumidor. O consumidor porque investiu ao adquirir o produto, que agora é jogado no lixo, e também aqueles que são entusiastas e ficaram desapontados.

    Vacilão na rua? Não, nesse caso o vacilo foi da criação ou, melhor, a execução dessa campanha. Há um grande problema nos conceitos de “bom e ruim” utilizados para ao final comparar e justificar o tal vacilo dos personagens.
    Deixar os velhinhos do asilo ganharem no baralho, por que? Eles não têm capacidade de ganharem sozinhos por mérito próprio?
    Adotar crianças é por apenas caridade?
    Atender telemarketing numa boa? É uma virtude tão grandiosa tratar com respeito? Isso devia ser uma característica de todos.
    Deixando de lado essas comparações falhas, a mensagem final atingindo a tipos de motoristas, pedestres e ciclistas ficaram abertas para generalização. Não deram exemplos de como ser correto, apenas mostrou e caricaturou os erros.
    Era necessário tomar muito mais cuidado com o transmitido, em especial sobre ciclistas, pois atualmente há absurda generalização e demonização sobre eles no trânsito urbano, agora podendo acentuar ainda mais. Basta ler comentários no You Tube a respeito da propaganda da Karina, quantos falando mal de ciclistas!

    Saudade da época que a Fiat tinha bons comerciais, que eram engraçados, simpáticos, mostravam as virtudes do carro e se tornaram memoráveis. Exemplo: lançamento do Palio Weekend 1997 e lançamento do Fiat Marea.

  • Guadalupe Vieira

    Rossetto, existe alguma ação sendo movida contra a empresa de marketing? Gostaria de ajudar a mobilizar para que essa parte da campanha mude ou seja retirada.